Thor // Kenneth Branagh // 2011

Mais um fim-de-semana, mais uma adaptação da Marvel para o cinema. Desta vez Thor, o super-herói que sempre me valeu uma valente indiferença. A rapaziada lá do trabalho avisou-me que não valia a pena, mas não é o achei tão mau como isso. E agora que completei o ciclo individual dos Vingadores, aposto no prémio «patinho feio» para o Homem de Ferro. Quem diria!

Blitz // Elliott Lester // 2011

 

Abram alas para Jason Statham, o actor mais badass do momento e também o menos preocupado com essas coisas da versatilidade. Ao seu bom estilo protagoniza agora este BLITZ - SEM REMORSOS, em que encorpa o detective Brant, um tipo duro que se encontra no limiar de um esgotamento.

Enquanto filme de acção convenceu-me (policia de métodos pouco ortodoxos persegue assassino de policias com backup quase limitado a um colega homossexual), tem porrada q.b. e piadas muito bem metidas. Mas para quê os sub-enredos?!

The Best Of Martial Arts Films // Sandra Weintraub // 1990

Com o assucatamento do leitor de VHS e respectivas cassetes piratas nos finais de 90, julgaria impossível voltar a assistir a coisas como este documentário. Mas uma pesquisa nos websites correctos alterou tudo. Revi-o, pois claro. E a revisita até deu para perceber que ainda me faltam conferir meia-dúzia de filmes de kung-fu, a prioridade já está definida: CHINA O’BRIEN

Priest // Scott Charles Stewart // 2011

Padre badass distribui punhada em criaturas infernais. Filme de acção fantástico bastante previsível, que quase arrisca a entrar no lote das «grandes secas». Mas pelo menos os vampiros não são teenagers albinos. E até há mais coisas boas, a Maggie Q, por exemplo!

Blood and Bone // Ben Ramsey // 2009

Assistir a BLACK DYNAMITE obrigou-me a dedicar alguma atenção à listagem do IMDB sobre o senhor Michael Jai White. Ando mesmo em crer que no que ao universo dos filmes de porrada respeita, este tipo é um dos mais interessantes actores da actualidade.

Este filme em particular foi-me recomendado pelo Ronald Perrone do blogue Dementia 13. E tal como ele refere na sua resenha, reaviva um pouco aquele género de filmes de porrada à moda de Kickboxer, que tanto furor fizeram nos anos 80-90. Aqui com a particularidade de ser mesclado com alguns elementos dramáticos.

Eastern Condors // Sammo Hung // 1987

O filme documentário THE BEST OF MARTIAL ARTS FILMS parece ter feito mossa em pelo menos uma pessoa deste planeta: Em mim! Um dos filmes brevemente retratado nesse trabalho é OS CONDORES DO ORIENTE, um filme de artes marciais protagonizado e realizado pelo gorducho Sammo Hung.

Em poucas palavras poderia descrever o filme como mais uma adaptação livre de DOZE INDOMÁVEIS PATIFES que a páginas tantas se mistura com um DESAPARECIDO EM COMBATE. Aqui os heróis são um grupo de prisioneiros asiáticos recrutados de uma prisão americana e enviados para o Vietname, com o objectivo de eliminar um mega depósito de armas abandonado pelo exército americano.

A cerca de hora e meia de fita segue um ritmo sempre frenético, pejado de cenas de pancadaria, muitíssimo bem captadas. Muito recomendável para apreciadores de filmes de kung-fu!

Hobo with a Shotgun // Jason Eisener // 2011

Ora aqui está um filme de que muito se escreveu por aí e que me vinha a despertar grandes doses de curiosidade. Vi-o recentemente e para ser sincero acho que o filme até roça a mediocridade. Por outro lado, mediocridade é também o adjectivo que colocaria na maior parte da selvajaria que foi o cinema de acção produzido nos anos 80. Ou seja, sendo um autêntico filme de merda, momentaneamente foi excelente por me ter chutado de volta para a década dos penteados esquisitos, da música sintetizada e das VHS empoeiradas. Venha mais material deste.

Hunt To Kill // Keoni Waxman // 2010

Este Steve Austin tem menos expressividade que o tronco da oliveira que fica na frente da casa dos meus pais, mas mesmo não lhe reconhecendo qualquer talento artístico, acabo sempre por ver os filmes dele. Provavelmente porque de certo modo ele ainda vai preenchendo a vaga deixada por aqueles actores de filmes de acção dos anos 80-90, uma profissão em vias de extinção nos tempos que correm.

Neste filme Austin encarna um guarda fronteiriço (Lee Davis) que patrulha a fronteira com o Canadá, a profissão ideal para um fã das caminhadas e da natureza pura e dura. Ele planeia umas férias com a filha, mas as coisas saem-lhe bastante furadas. Um grupo de patifes executam um assalto, mas um deles acaba por fugir com a totalidade do saque, tentando depois atravessar a fronteira. Bem pelo meio da inóspita mancha verde que liga os dois países.

Diz-se que ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão; mas estes badamecos não vão na fita e perseguem o burlão. Como são meninos da cidade tentam “recrutar” o xerife local e a filha do nosso herói. O xerife acaba com um balázio e Lee aceita servir de guia aos bandidos, sob condição de não agredirem a miúda.

É inevitável não comparar o filme com pelo menos meia-dúzia de coisas que nos deram a ver no passado, aqui numa versão “abrutalhada” e sem grandes preocupações estéticas ou artísticas. Enfim, mais um para ver e esquecer.

The Mechanic // Simon West // 2010

Jason Statham tem um certo carisma e de quando a quando até aparece num filme de acção acima da média, mas em bom nome da verdade poderia ser mais criterioso para bem da sua carreira. Evitando desempenhar ineteruptamente o tipo durão de cabeça rapada, sempre de cabeça rapada. Que seca!

O Inglês aparece agora na nova roupagem de “The Mechanic - O Profissional”, substituindo o senhor Charles Bronson no papel de assassino contratado hiper-metódico e eficaz. Poucas recordações guardo do filme original e talvez por isso até tenha gostado deste remake, que me pareceu um filme de acção despretensioso, mas que cumpre o objectivo de elevar os níveis de testerona da rapaziada.

Sinto-me quase um velho do Restelo por estar constantemente a desancar todo e qualquer remake que vai sendo lançado. Quem me conhece sabe que sou teimoso, e vai-se lá saber porquê continuo firme na minha ideia de que o cinema de outrora é bastante mais interessante do que aquilo que se faz nos dias de hoje. Pois bem, como alguém dizia: “Prefira o original!” Eu irei com certeza revê-lo em breve.

The Stranger // Robert Lieberman // 2010

Na sequência inicial deste THE STRANGER, observamos uma equipa da SWAT em perseguição de um vagabundo pelos becos escuros de uma cidade, centenas de tiros são disparados mas nenhum atinge o fugitivo. Mais tarde ficamos a saber que o fugitivo é nada mais nada menos que o gigante Steve Austin, aqui encarnando a pele de Tomashevsky, um agente do FBI que perdeu a memória. Bolas, que começo bem ruim este. Apostava a minha orelha esquerda que o homem teria um ataque cardíaco se tentasse fazer tal correria!

O enredo do filme foi propositadamente complicado, envolvendo o amnésico agente com a máfia russa, polícia mexicana e agentes do FBI corruptos. Infelizmente, se espremermos tudo isto obtemos um copo cheio de nada. Talvez tenha sido cansaço meu, mas os últimos 20 minutos do filme foram vistos com olho meio cerrado. Evitar s.f.f.

Più forte, ragazzi! // Giuseppe Colizzi // 1972

Encontrei o DVD deste filme este fim-de-semana numa papelaria de Portalegre e não resisti em leva-lo para casa. Tal a saudade de assistir a uma sessão de tabefes destes italianos malucos. Curiosamente o filme foi realizado por Giuseppe Colizzi, o tipo que reuniu pela primeira vez a dupla imbatível Terence Hill/Bud Spencer no mesmo filme, falo do western-spaghetti DIO PERDONA… IO NO (falei dele aqui). Este VAMOS A ISTO RAPAZES surge cronologicamente depois da trilogia começada com DIO PERDONA… IO NO e também depois do sucesso da saga Trinitá. Portanto numa fase em que a dupla já se encontrava cómoda na interpretação de personagens de cariz cómica.

Aqui interpretam dois pilotos trapaceiros que aceitam simular o despenho de um avião algures na América do Sul, mas que acabam mesmo por se despenhar numa zona selvagem, somente habitada por prospectores de pedras preciosas. Aí montam um esquema para ganhar uns cobres, mas acabam inevitavelmente à pancadaria com a vilanagem local. Quando era puto chorava de tanto rir com estes filmes, actualmente é impossível não considera-los datados, mas seja como for diverti-me bastante com a redescoberta. 

Samurai Cop // Amir Shervan // 1989

Como já escrevi por aqui, gosto de seleccionar filmes pelos seus posters, e devo confessar que tenho levado grandes barretes. Este SAMURAI COP foi mais um deles! O poster parece mostrar um psicótico agente da polícia capaz de decepar a malandragem lá do giro, mas não é bem assim. Esqueçam o polícia fardado de espada na mão. O “samurai” é afinal um detective que segundo nos fazem crer foi ensinado nas ancestrais artes nipónicas, mas que rapidamente percebemos nem sequer conseguir pronunciar correctamente os nomes próprios da vilanagem japonesa, muito menos ser capaz de manejar uma espada.

Na verdade este filme é tão mau que a menos de uma semana de o ter visto já não me lembro de quase nada. Mas em breves podê-lo-ia comparar a uma cópia extremamente mal decalcada de LETHAL WEAPON. Tiroteios e pancadaria do mais reles, piadas secas e sobretudo más interpretações - tão más que julgo poder ombreá-las com as do “crássico “ DEADLY PREY. Quão mau pode ser um filme de porrada? A resposta é SAMURAI COP!

The Butcher // Jesse V. Johnson // 2009

O período de Janeiro a Fevereiro foi (e sempre será) pródigo em balanços, e com eles as malvadas das listas dos melhores e piores do ano antecedente.  É normalmente neste período que me apercebo deste ou daquele filme que me passou ao lado. Um dos filmes que repesquei destas listas foi THE BUTCHER, um filme que segundo a sapiência bacoca do IMDB até já data de 2009, mas que nunca tinha lido ou ouvido nicles.

THE BUTCHER narra a história de Merle “Butcher” Hench - interpretado por Eric Roberts - um tipo duro mas simpático. Merle parece estar a amolecer nas suas práticas de agiota musculado e um “garanhão” tenta fazer-lhe a folha através de uma armadilha montada sob um assalto a um estabelecimento de lavagem de dinheiro. Merle está velho mas demonstra lucidez e destreza, escapando da armadilha com vida e com parte do lote. Rapidamente planeia uma fuga airosa com a empregada do ex-patronato, mas antes de abandonar a cidade há que eliminar a malandragem que o tramou!

Apesar dos clichés THE BUTCHER jamais se torna banal. Um bom filme de acção, com um bom ritmo, estilo e escolha de actores. E a prova de que afinal as listas servem mesmo para alguma coisa!

Ninja Terminator // Godfrey Ho // 1985

Três ninjas roubam uma estatueta de poderes sobrenaturais bem nos bigodes do malvado império ninja. E por falar em bigodes, também o nosso protagonista apresenta um belo tufo nas ventas. Coisa estranha mas não inédita se nos lembrar-mos do filme pioneiro desta ninjamania, ENTER THE NINJA (com Franco Nero).

Pois bem, a rapaziada de Hong-Kong rentabilizam aqui Richard Harrinson, outra estrela cadente do cinema europeu, onde protagonizara alguns filmes de gladiadores e sobretudo spaghetti-westerns. Mas Harrison terá por esta altura passado pelo seu deserto, protagonizando um filme em que praticamente não usufrui de “tempo de antena”, por outro lado nas poucas vezes que o personagem aparece é evidente o uso de duplos.

Mas então porque raio é este NINJA TERMINATOR tão interessante? Pelo argumento confuso e incoerente não será de certeza. Mas a pancadaria típica do cinema de Hong-Kong dos anos 80 é divina, as personagens espalhafatosas idem. E pronto: o ridículo torna-se engraçado! 

Damage // Jeff King // 2009

Já tinha este filme pendurado à demasiado tempo, depois o Ronald Perrone falou dele e o interesse apareceu finalmente. Já estava por isso alertado para o que esperar, mas não achei em momento algum que o filme fosse tão parado, afinal de contas é um filme de porrada. Para dizer a verdade vi-o em três sessões, algo que não me é muito habitual.

O condenado John Brickner (interpretado pelo “armário” inexpressivo Steve Austin) consegue a sua liberdade condicional por bom comportamento e pelas palavras abonatórias da mulher que tornou viúva. Lá fora enfrenta o preconceito, sendo eventualmente abordado pela viúva que tem a sua filha ás portas da morte, por não ter um dador de coração. Brickner entra então no submundo das lutas clandestinas afim de juntar o dinheiro suficiente para a operação.

Os paralelos com LIONHEART, mítico filme de porrada protagonizado nos anos 90 pelo baixote Jean-Claude Van Damme, são bastantes. Ainda assim parece-me que nunca lhe chega as calcanhares!